Seção Lobadalua) .* Auto Ajuda

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Location: Rio Grande do Sul., Brazil

Sou apenas uma lobinha sensível,romântica, muito emotiva, sonhadora, idealista, intuitiva, impulsiva, às vezes arisca e por vezes ansiosa. Acima de tudo posso dizer que tenho dentro de mim, um coração enorme, com muito amor para dar. :)

Thursday, August 03, 2006

A Águia e o Pardal.

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de seguí-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza. Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: - Por que estás a me vigiar, Andala? - Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites. - E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? - Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho. O pardal suspirou olhando para o chão e disse: - Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. - E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? - indagou Yan. - Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas, mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente. - Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita! E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: - Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás LIVRE! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!

*Autor desconhecido*
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Wednesday, August 02, 2006

A marca.

Quando eu era criança, bem novinha, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém. Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa. Minha primeira experiência pessoal com esse gênio na garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia. Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei: - O telefone! Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente a cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse: - "Uma informação, por favor". Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido. - "Informações." - Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. "A sua mãe não está em casa?", ela perguntou. - "Não tem ninguém aqui...", eu soluçava. "Está sangrando?" - "Não", respondi. "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo..." - "Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. Eu respondi que sim. - "Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz. Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas. Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava: "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?" Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também..." De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo. "Informações.", disse a voz já tão familiar. "Você sabe como se escreve 'exceção'?" Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacifico. Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo. Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho. Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi: - "Uma informação, por favor." Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: "Informações." Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: "Você sabe como se escreve 'exceção'?" Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave: "Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul." Eu ri. "Então, é você mesma!", eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo." - "Eu imagino", ela disse. "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse." Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã. - "É claro!", ela respondeu. "Venha até aqui e chame a Sally." Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: "Informações." Eu pedi para chamar a Sally. -"Você é amigo dela?", a voz perguntou. - "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul." -"Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas." Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou: - "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul? - "Sim." - "A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você." A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender." Eu agradeci e desliguei. Eu entendi... NUNCA SUBESTIME A "MARCA" QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.
(Autor desconhecido)
*esse texto me emociona cada vez que o leio* LL.
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Tuesday, August 01, 2006

A importância do propósito de vida.

Você conhece seu propósito de vida?Todos nós temos um propósito. Algo que faz parte da nossa essência. Que dá sentido à nossa existência. É o que nos indica o caminho a seguir, entre tantos que se apresentam diante de nós.Uma pessoa com consciência do seu propósito é capaz de formular objetivos alinhados com o seu verdadeiro ser. O seu propósito é aquilo que dá sentido à sua existência. É a fonte da paz, do brilho, e da realização interior. Conhecer o seu propósito possibilita que você desenvolva seu potencial.Não há dinheiro, sucesso, beleza ou qualquer outro valor que possa substituir o tesouro de estar conectado(a) com seu propósito.Pessoas que bloqueiam essa consciência correm o risco de viver vidas sem sentido, como um barco à deriva, sem um porto de chegada. Tornam-se candidatas à depressão, apatia, ou ao consumo de álcool, e outras drogas.Quando você está cumprindo seu propósito o trabalho deixa de ser trabalho e passa a ser prazer. Você se diverte com o que outros chamam de trabalho. Isso acontece porque o que está fazendo é uma expressão do seu potencial. E ao expressá-lo no mundo, você se sente tão bem que tudo se transforma em satisfação.Descobrindo o seu propósito.Ao ter senso de propósito, você para de se preocupar com a vida. E se ocupa com o presente, vivendo a alegria de estar aqui e agora. Você ri mais, e vive mais feliz, porque você ama o que está fazendo.Quando uma idéia, ou um projeto trazem grandes quantidades de energia e entusiasmo para a sua vida, é sinal de você está conectado(a) com seu propósito. Trabalhar em algo onde possa expressar seu propósito é a única forma de transformar o trabalho em prazer. A recompensa obtida está ligada à sua auto-realização e não apenas ao retorno financeiroMuita gente alega a necessidade de pagar contas e de sobreviver como um impedimento para escolher um trabalho simplesmente por gostar dele. Entretanto, todos podem encontrar um modo de ganhar a vida trabalhando em algo em que exercitem seus talentos. Um trabalho que preencha seu propósito de vida.Já imaginou como seria a sua vida se, ao se levantar, todos os dias, você soubesse que estaria fazendo aquilo que adora fazer? Investindo tempo e energia num trabalho que é mais do que uma forma de pagar suas contas - algo que justificaria a sua vida por si só , por representar a oportunidade de exercer o seu potencial!Conhecer o seu propósito lhe dá a força e a determinação necessárias para buscar a sua realização. Ao fazer aquilo que você faz melhor, ajuda a transformar este mundo num lugar mais amoroso para se viver.Conectando-se com seu propósito: Você sabe que está conectado(a) com seu propósito de vida, quando flui com naturalidade, aprendendo e crescendo com todas as experiências vividas. Sem tentar classifica-las como negativas ou positivas, ou ainda, sem criar expectativas sobre a forma como as coisas devem acontecer. Simplesmente flui.Nesse estado, é capaz ou simplesmente observar o que se passa à sua volta, sem julgamentos. Com amor e neutralidade.Ao viver o seu propósito você encontra inúmeras formas de se expressar. Todas se manifestam através de uma atitude amorosa, gerando alegria e amor para os que estão à sua volta.Não julgue um propósitoSe considerarmos que o universo é um e que todas as coisas estão interligadas, não há propósitos pequenos ou insignificantes. Todos são valiosos e importantes. O propósito de cada um é o seu tesouro.Um propósito não significa, necessariamente, grandes projetos ou ações extraordinárias. Não existe um propósito pequeno ou grande Ao contrário, muitas vezes, ele está ligado à tarefas e valores que dão consistência ao dia a dia. Criar filhos e educá-los, ensinar, curar, consolar, são exemplo de propósitos valiosos.Sucesso é viver o seu propósito.Não importa quanto sucesso você faça aos olhos do mundo. Se não estiver realizando seu propósito, será como uma ferramenta desenhada para um trabalho e que não é utilizada com esse objetivo.Você usaria um bisturi de cirurgião, feito com precisão científica, para cortar pão ou abrir envelopes? Acha razoável usar um carro de corrida para levar crianças à escola? É mais ou menos isso o que se pode fazer ao desconhecer o seu propósito de vida. Quando se está alinhado com seu propósito, mesmo os maiores desafios tornam-se um jogo cheio de motivação. Você consegue fazer muito sem sentir cansaço ou ansiedade.
(Jael Coaracy)
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Amigas...

Sentei em uma varanda, em um dia de verão, bebendo chá gelado enquanto visitava minha mãe. "Nunca esqueça de suas amigas" ela falou, mexendo nos cubos de gelo em seu copo. "Não importa o quanto você ame o seu marido, você ainda precisará de suas amigas.. Lembre-se de ir a lugares, sair e fazer coisas com elas, hoje e sempre. E lembre-se que amigas também são as irmãs, filhas, primas e outras parentes que você tenha." Que conselho estranho, pensei. Eu não tinha acabado de me casar? Eu não havia acabado de entrar no "mundo dos casais?"Eu era uma mulher casada agora, meu Deus, não somente uma garotinha que precisasse de amigas. Mas mesmo assim escutei à minha mãe, mantive contato com minhas amigas, e fiz novas amizades ao longo do caminho. Conforme os anos passavam, um após o outro, gradualmente comecei a entender o que minha mãe quis dizer naquele dia. Aqui está o que eu aprendi sobre as Amigas: Amigas trazem comida e ajudam a limpar o banheiro quando você precisa de ajuda. Amigas cuidam de seus filhos e de seus segredos. Amigas lhe dão conselhos quando você os pede. Às vezes você escuta, às vezes não. Amigas nem sempre lhe dizem o que você quer, mas são honestas no que dizem. Amigas amam você e ficam ao seu lado, mesmo quando não concordam com suas escolhas. Amigas riem com você, mesmo quando não há motivo aparente. Amigas te ajudam a sair de confusões. Amigas fazem festa para a sua filha ou filho quando eles se casam ou ficam grávidos, mesmo que não aconteça necessariamente nesta ordem. Amigas estão sempre ao seu lado quando tempos difíceis chegam. Amigas escutam você lamentar quando perde um emprego ou um amigo. Amigas escutam quando seus filhos a magoam. Amigas escutam quando seus pais ficam doentes. Amigas choram com você quando alguém que você ama morre. Filhas, irmãs, família e amigas abençoam a minha vida. E a vocês minhas A M I G A S o meu MUITO OBRIGADA!!!!! E o desejo de que fiquem para sempre em minha vida!!!
Martha Medeiros
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Monday, July 31, 2006

"Canos Fumegantes".

Parceiros descontrolados podem destruir uma relação se, por irrelevâncias, armarem brigas explosivas. Mas a raiva é um sentimento básico, e relacionamentos sadios possuem espaço para que o casal a expresse A psicoterapeuta americana Bonnie Maslin, no livro " Até que a raiva nos separe?" (Editora Ática), observa que todos conhecemos casais raivosos: aqueles que vivem em uma espécie de estado irascível e, por questões que aos outros parecem irrelevantes, se atacam. A especialista divide os raivosos em dois tipos: os expansivos e os provocadores. De acordo com ela, os expansivos são aqueles cuja relação é altamente inflamável. Discutem, brigam, batem os pés. A batalha eclode por tudo e por nada, e seu arsenal de insultos e acusações não tem fim. Pode até ocorrer que alguns expansivos controlem a raiva e só a soltem após se acomodarem no carro ou assim que as crianças estejam na cama, supostamente dormindo. Mas para os outros o sentimento é irrefreável: explodem no restaurante, em uma festa, na casa da sogra. Públicas ou não, as brigas são sempre visíveis e audíveis. O que, para um casal comum, começaria com uma pequena discussão, mera descarga de tensão, entre os expansivos degringola em xingamentos e ameaças: "Talvez eu tenha mesmo um caso com ele!", "Você é que é louca!" - para não mencionar frases impublicáveis. As cenas terminam com saídas dramáticas, quebras de objetos, violentas batidas de porta e até agressões físicas. Infelizmente, as brigas não levam a nada e apenas jogam lenha na fogueira, pois são os medos e as carências de cada um, normalmente inconscientes, que as provocam. Por não entenderem o que ocorre, nada é elaborado pelo casal; muito menos resolvido. Quanto aos parceiros do tipo provocador, em geral só um deles é raivólatra - sem controle sobre a ira que o move. O outro resmunga e fica aborrecido. Um exemplo cotidiano: o provocador que se atrasa na hora combinada, enquanto o outro sente a pressão subir e, com o tempo, enlouquece. Evidentemente, pode ocorrer que tanto o homem quanto a mulher tenham o pavio curto; nesse caso, um dos parceiros costuma ser ativo, enquanto o outro é passivo. O primeiro deixa a frustração jorrar livremente; o segundo, a reprime, fumegante. Isso não significa que a raiva, liberada de jeito miúdo e indireto, inexista. Entretanto, o efeito final é o mesmo: um sentimento crescente de inutilidade e desesperança. Esgotados um pelo outro, os provocadores fermentam a raiva e fervem, até que um explode e o outro implode. Todo casamento raivoso precisa de ajuda, mas não da intervenção de pessoas amigas, procuradas para dar consolo, e que terminam fazendo acusações ou oferecendo conselhos, e, com freqüência, tomando partido. Para superar o impasse, o essencial é empenhar-se na difícil tarefa do autoconhecimento. Porque quanto mais nos conhecemos - e é preciso tomar coragem para de fato sabermos quem somos, quais as circunstâncias que nos formaram -, maior a descoberta dos nossos sentimentos profundos, nossos medos, nossas carências. É só com o autoconhecimento persistente, assumido, corajoso, que aprendemos a administrar a raiva, se somos expansivos. E, se provocadores, aprendemos a reparti-la. Em ambos os casos, a devolver-lhe a sua função original: uma forma de comunicação, por meio da qual o casal expressa suas necessidades para obter o que precisa um do outro. Todos somos capazes de percorrer essa trilha em busca de nós mesmos. Se for necessário, devemos procurar ajuda na terapia. Vale a pena, no final da busca, encontrar uma pessoa compreensiva e generosa. Vale a pena encontrar caminhos construtivos para nos expressar. Vale a pena concluir que amamos a pessoa com quem tanto brigamos.

Maria Helena Matarazo.

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Aprenda a se Amar!

Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?Queremos cuidar de todos, quando não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos. Porque quando não recebemos amor e atenção de nossos genitores da forma que desejávamos quando crianças, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação. Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor, e quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também, nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E quando não somos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade. Assim, passamos a buscar amor sempre no outro, e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nós amar. Em alguns momentos perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança, por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas nunca é tarde para começar.Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e alimento, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo? Muitas vezes isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas reais necessidades emocionais e com o tempo você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito, e porque até neste momento a imagem refletida é invertida. Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado, pois ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá ser realmente amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.Agora coloque a folha em algum lugar para que fique com as mãos livres e faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você mais do que ninguém passará a valorizar e a celebrar cada uma delas.Não espere mais que o “outro” venha te salvar, venha te aprovar e reconhecer tudo de bom que faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém que seja muito especial e que o ame muito, do contrário, guarde tudo só para você.Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz, pois só assim encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida neste momento presente! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor... primeiro por você, depois contagie aqueles que ama.
Rosemeire Zago
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O Poder do Pensamento na vida a dois.

O maior instrumento de poder de que se tem notícia se encontra dentro de nós: o nosso pensamento. Como a eletricidade, o dinheiro e tantas outras coisas que, em essência, não são boas nem más, o pensamento produz resultados de acordo com o uso que se faz dele. O fato é que estamos continuamente interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos. Ao tomar consciência do poder do pensamento, conquista-se a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.Depois de Einstein e da física quântica,não há como negar que, em essência, somos energia. É essa energia se consubstancia na matéria, transformando-se em corpo, mente, emoção. Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade. Se, ao contrário, abrigamos pensamentos negativos de inveja, maldade, crítica, intolerância, por exemplo, as nossas ações não irão resultar em experiências positivasOs pensamentos nos fazem sentir emoções variadas, das mais alegres e elevadas às mais deprimentes e assustadoras. Essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa mente, o nosso organismo e a nossa saúde, ajudando a nos manter saudáveis e bem dispostos ou nos tornando depressivos e doentes. Cria-se assim, um círculo virtuoso ou vicioso, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes. Assim, se queremos ter relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos. A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, mas nem por isso deixa de produzir efeitos. Assim como a gravidade atrai os corpos para o centro da Terra, os nossos pensamentos têm o poder de atrair para nós aqueles relacionamentos que desejamos viver.Se nos dispomos a ver o que o outro tem de bom, nossas atitudes refletirão esses pensamentos e serão agradáveis e amorosas, despertando uma reação de igual natureza.Se pensarmos positivamente sobre as pessoas com quem nos relacionamos, naturalmente, as nossas palavras o nosso modo de agir se tornará muito mais leve e atraente. O contrário também é verdadeiro. Quando focamos os pensamento no que não gostamos no parceiro (a), desconfiando que ele(a) irá nos trair ou desapontar, nosso comportamento muda. Tornamo-nos mais agressivos, ríspidos ou impacientes e o relacionamento vai perdendo a graça e se tornando pesado.Para pensar bem do outro é preciso, antes, que pensemos bem sobre nós mesmos. É necessário reconhecer as próprias qualidades e a potencialidade que trazemos dentro de nós e que nos torna capazes de crescer, aprender e avançar.Só é possível dar aquilo que se possui. Apenas quem é capaz de se amar e de se valorizar pode amar e valorizar o outro. O caminho para uma boa auto-estima está em cultivar bons pensamentos e ter em mente que eles são a nossa companhia mais constante.Temos a opção de escolher, a cada momento, o que abrigamos em nossas mentes. Com atenção, esforço e responsabilidade é possível detectar um pensamento menos bom na sua origem, e substituí-lo por outro que irá produzir resultados positivos.A melhor estratégia para se encontrar uma princesa ou um príncipe encantado é tornar-se, você mesmo(a), um príncipe ou uma princesa encantada. O universo funciona como um espelho e tudo aquilo que transmitimos, retorna para nós amplificado.Para despertar os melhores sentimentos em quem é preciso pensar o melhor dele(a). Só assim estaremos irradiando o tipo de energia e de vibrações que desejamos receber, estabelecendo uma sintonia de amor e de harmonia nos nossos relacionamentos a dois.Pense o melhor do seu(a) parceiro, acredite na harmonia e na felicidade a dois com todo o seu ser, trabalhe para isso e o resultado se seguirá.
(Jael Klein Coaracy)
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Pedir Carícias.

"A maioria dos adultos não sabe pedir diretamente o que necessita, muitas vezes simplesmente porque perdeu a consciência do que precisa.Ou, quando estão conscientes, não sabem como pedir (ou têm vergonha de fazê-lo).O que acontece com os pedidos de carícias na infância?Boa parte deles são satisfeitos (é ótimo quando a criança pede e as pessoas respeitam e valorizam suas necessidades).Outras vezes, não se permite, não se permite às crianças que façam pedidos. Mamãe e papai são superprotetores: dão tudo ao bebê antes de ele chorar. Antes de a criança começar a demonstrar a necessidade de algo, os pais lhe oferecem o que acham que ela precisa.Então é possível que a criança se torne um adulto mimado que pensa que o mundo está aí para satisfazer suas necessidades. É que, apesar de conhecê-las, não pede, porque pensa que as outras pessoas adivinharão de quais alimentos precisa.Outros pais não estão disponíveis; os bebês pedem, choram, gritam, desesperam-se e, por fim, desistem de pedir. Acabam aprendendo a “se virar” sozinhos e, geralmente, negam suas necessidades, encobrindo-as com bens materiais e status.Outras vezes, ainda, as pessoas ridicularizam as necessidades da criança. O resultado é que, mesmo sabendo da existência delas, a criança as esconde. Com o passar do tempo, não sabe pedir ou não discerne mais aquilo de que necessita.Nesse contexto, as pessoas entram em um mecanismo de substituir as carícias de que precisam para negar sua necessidade. Ou substituem-nas por outras, tais como comida, álcool, comprimidos, trabalho, sexo, controle, etc.Ou pedem-nas indiretamente, com condutas como parecer vítima ou se mostrar sempre cansado, ansioso, confuso ou solitário... Esquecem-se de que podem viver em um sistema de abundância de carícias. Em que:Um homem pode chorar e ser valorizado.Uma mulher pode trabalhar e ser valorizada.As pessoas podem pedir as carícias que querem de uma maneira direta firme e clara.Sem ter vergonha, culpa ou medo de estar precisando delas."
Do livro "A Carícia Essencial", Editora Gente.
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