Ser criança é ser natural.
O encanto, o fascínio da criança é sua tremenda naturalidade, sua natureza original. Ela manifesta seu modo de ser em tudo que faz, desvelando sua identidade genuína na maneira de amar, de brincar de se entregar inteiramente a cada instante, a cada acontecimento, de se concentrar, na maneira de ser criativo, de ser imprevisível, imaginativo, de cantar, pular, dançar, expressar os sentimento de amor, alegria e esperança.* Quando sente alegria, ri.*Quando sente fome, chora.*Quando sente raiva, grita.*Quando sente sono, dorme.*Quando sente desconforto, reclama.*Quando sente saudade, pede colo.*Quando sente vontade de beijar, beija.A criança vive o que é, sem máscara, sem hipocrisia, sem aparência, sem artificialismo. Ela é seu próprio espelho.Quando vive medrosa, inibida, desconfiada, porque já é vítima de programações negativas por parte da sociedade, vítima de sistemas perfeccionistas, de humilhações, de temores e tabus, de pressões e preconceitos, de normas baseadas na vergonha e no autoritarismo, de deturpações e deformações, de ambientes de raiva, de ciúme, de repressões, de desamor.A franqueza da criança nos desarma como a criança da fábula: "Os novos trajes do imperador - O rei está nu." Percebe logo se as pessoas são coerentes e razoáveis.Frei Clemente Kesselmeier
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